Um dos aspectos mais bacanas da sociocracia é a forma como as decisões são tomadas.

Sem aquele eterno blablabla, sem grandes divagações ou  aquela voz autocrática: é assim e ponto.

Na sociocracia tudo é feito por consentimento.  Não leva” anos luz” como no consenso (onde todos precisam concordar com tudo) ou na autocracia (um manda os outros obedecem)

Nas tomadas de decisão por consentimento as objeções não são um obstáculo, mas ajudam a melhorar a proposta. Ninguém precisa explicar quando não tem objeção – o que cria um desprendimento.

Então, consentimento é quando eu não tenho objeções. E quando eu tenho uma objeção, eu preciso dizer por que eu não concordo com aquela decisão. 

Objeção não é uma preferência minha. 

Objeção não é uma preocupação

Objeção não é uma sugestão

Objeção não é um veto

INTEGRANDO UMA OBJEÇÃO À PROPOSTA 

Ou seja, quando alguém tem uma objeção é preciso que esta esteja  impedindo que o propósito seja atingido ou que algum papel atinja seu objetivo.  Neste caso, o facilitador tenta integrar essa objeção à proposta, melhorando-a.

A frase que simboliza essa forma de decisão é:

Isso é bom por agora e seguro o suficiente para testar?

E aí o projeto caminha e não empaca.

Se você não tem objeções, não precisa explicar nada: só dizer não tenho objeções.  E acredite, é libertador tomar decisões dessa forma.  Evita preferências e tudo flui com mais facilidade.